FORMULAÇÃO E EXECUÇÃO DE ESTRATÉGIA

FORMULAÇÃO E EXECUÇÃO DE ESTRATÉGIA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Foco em Liderança

Um livro sobre Estratégia de Redução e Controle de Perdas ou Combate às Perdas em Siste¬mas de Abastecimento de Água, com foco nas lideranças da alta administração das organizações de saneamento, conceituando estratégia, classificando-a em formulação e execução, essa úl¬tima processo crítico na viabilização de resultados.

A formulação da estratégia passa por seis processos sequenciais, dentro do que preceitua Kaplan & Norton, iniciando-se pelo desenvolvimento da estratégia de combate às perdas, que compreende o alinhamento da estratégia de combate às perdas com a estratégia empresarial, em que objetivos e metas de redução de perdas devem constar, no curto, médio e longo prazos.

Após seu desenvolvimento, passa-se para o planejamento da estratégia, definindo-a a partir da estruturação do sistema e, particularmente, de seu processo distribuidor; como esse último é gerido – se de maneira global ou setorizada e microssetorizada -, situação essa ideal para a consecução de resultados. Ven¬cidos esses dois processos, obtém-se importante documento, qual seja, a Política de Combate às Perdas, denominado Plano Estratégico de Combate às Perdas, com os princípios e diretriz¬es que englobam todas as áreas da organização.

O terceiro processo prevê o alinhamento da organização e das pessoas com o plano estratégico, criando, entre outras muitas medidas, os Comitês Estratégicos de Combate às Perdas, com a presença forte e participativa das principais lideranças organizacionais. Comitês táticos e operacionais podem ser necessários, englobando pessoas de todos os níveis organizacionais, especialistas na metodologia de análise e solução de problemas – MASP e Seis Sigma – Método Avançado de Solução de Problemas, todos visando ao zero defeito. Depreende-se daí o quarto processo, de Planejamento Operacional para Com¬bate às Perdas, denominado, na tradição do setor de saneamento, de Programa de Combate às Perdas.

É chegada a hora do processo de execução, cujos cuidados preconizados por autores renomados indicam a imperiosa necessidade da disciplina por resultados. Várias iniciativas en-volvem o processo crítico da execução, que prevê ampla participação das lideranças, engajando um a um seus liderados, recompensando-os por merecimento e disponibilizando funding para o programa, pela via de orçamento claramente definido, alocando recursos para Capex e Opex, visando a atender às demandas dos projetos do programa.

Preveem-se também amplo proces¬so de capacitação e qualificação, além de eficaz estratégia de comunicação social, evidenciando tudo para todos, num processo de engajamento espontâneo das pessoas, pois não se combatem perdas com pequenos agrupamentos de pessoas, mas sim com ampla participação.

Em apoio às boas práticas de execução, apresentam-se o quinto e sexto processos, de monitoramento e aprendizagem e de testes e adaptações para os ciclos anuais que todo início de ano deve acon¬tecer, já que combater perdas só tem data para iniciar, lembrando o conceito de Tardelli (2015) de que, pelo envelhecimento de nossos ativos, as perdas, se nada for feito, só tendem a aumentar, exponencialmente.

Autores: Henrique Gustavo Da Costa e Mário Augusto Bággio

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